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Modelo de PGRSS: veja um exemplo e entenda como fazer (2026)

  • Foto do escritor: Deyse Tatiane dos Santos
    Deyse Tatiane dos Santos
  • 3 de mar.
  • 5 min de leitura

Um modelo de PGRSS é uma estrutura base do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, mas ele só é válido quando adaptado à realidade do estabelecimento.

Muitas pessoas procuram um modelo de PGRSS simplificado ou pronto, mas é preciso ter atenção. Em resumo, o que um modelo de PGRSS precisa ter é:

  • Identificação do estabelecimento;

  • Descrição das atividades;

  • Classificação dos resíduos;

  • Forma de acondicionamento;

  • Armazenamento e coleta;

  • Destinação final.

Este conteúdo apresenta um modelo de PGRSS comentado, com explicações claras de cada etapa. A ideia aqui não é complicar com termos técnicos, mas mostrar como o documento funciona na prática e o que realmente é analisado pela vigilância sanitária.

O que você precisa entender antes de usar um modelo de PGRSS

Antes de olhar qualquer modelo, é importante entender um ponto simples: não existe um PGRSS “universal”. Muitas prefeituras, como a de Belo Horizonte, por exemplo, tem um termo de referência próprio para elaboração do PGRSS. Cada estabelecimento possui uma rotina, um tipo de resíduo e uma estrutura diferente.

Na prática, os erros mais comuns são:

  • uso de modelos prontos sem adaptação;

  • documentos desatualizados;

  • não seguir a legislação conforme a RDC 222/2018 da Anvisa;

  • divergência entre o plano e a rotina real.

Esses pontos, apesar de simples, são os que mais geram problemas em fiscalização.

modelo de pgrss

Estrutura de um modelo de PGRSS na prática

Um PGRSS bem elaborado segue uma estrutura lógica e organizada. Abaixo estão as principais etapas com explicações baseadas no que realmente é analisado na prática.

Identificação do estabelecimento

Nesta etapa, são apresentados os dados básicos, como razão social, CNPJ, endereço e responsável técnico. Apesar de parecer simples, é comum encontrar informações desatualizadas ou incompletas, o que pode comprometer a validade do documento.

Descrição das atividades

Aqui deve ser descrito o que realmente acontece no estabelecimento, incluindo os tipos de atendimento e procedimentos realizados. Um erro frequente é usar descrições genéricas que não refletem a rotina do local.

Identificação e classificação dos resíduos

Os resíduos são classificados conforme a legislação, normalmente nos grupos A, B, D e E. Esse é um dos pontos mais críticos do PGRSS.

Na prática, os problemas mais comuns são:

  • classificação incorreta dos resíduos;

  • ausência de detalhamento;

  • inconsistência com a atividade do local.

Acondicionamento dos resíduos

Define como os resíduos são armazenados, incluindo tipo de recipiente, separação e identificação. Problemas nessa etapa são frequentes, principalmente relacionados ao uso de recipientes inadequados.

Armazenamento final

Refere-se ao local onde os resíduos permanecem até a coleta. Esse espaço precisa atender critérios específicos de segurança e organização, o que muitas vezes é negligenciado.

Coleta e transporte

Aqui é definido como os resíduos serão retirados do estabelecimento e por qual empresa. É fundamental que a empresa responsável esteja devidamente licenciada.

Destinação final

Indica para onde os resíduos serão enviados após a coleta. Esse ponto exige rastreabilidade e comprovação.

Exemplo simplificado de PGRSS

Para facilitar, um modelo básico de PGRSS costuma seguir esta estrutura:

  • Identificação do estabelecimento;

  • Atividades realizadas;

  • Tipos de resíduos gerados;

  • Forma de separação;

  • Armazenamento;

  • Coleta e destinação.

Erros mais comuns ao utilizar modelos de PGRSS

O uso inadequado de modelos prontos costuma gerar falhas importantes. Entre os erros mais recorrentes estão:

  • copiar documentos de outros estabelecimentos;

  • não usar o termo de referência da prefeitura;

  • não atualizar o plano;

  • não seguir o que está descrito;

  • não levar em conta a legislação.

Na prática, esses erros são os que mais levam a notificações por parte da vigilância sanitária.

Abaixo está uma imagem de exemplo de como seria essa estrutura. Cabe ressaltar que é necessário preencher cada um dos campos corretamente, com a quantidade calculada de resíduos, o nome dos responsáveis pela destinação e disposição final, etc.

A imagem mostra apenas a estrutura a ser seguida.

Além disso, dependendo da prefeitura, existe um termo de referência a ser seguido que pode ser totalmente diferente do exemplo abaixo.

exemplo modelo pgrss

Por que contar com ajuda profissional?

Embora o PGRSS pareça simples à primeira vista, ele envolve exigências técnicas e legais que precisam ser atendidas com precisão, principalmente quando o objetivo é obter ou manter o alvará sanitário sem problemas.

A Soluções Resíduos atua diretamente com a elaboração e regularização de PGRSS, já desenvolvemos mais de 200 PGRSS para clínicas, consultórios e empresas em diferentes segmentos.

Essa experiência prática permite identificar rapidamente os pontos críticos de cada estabelecimento e garantir que o documento não seja apenas “aceito no papel”, mas que funcione de verdade no dia a dia.

O trabalho é feito de forma personalizada, considerando a rotina real do local, evitando erros comuns que levam a notificações e retrabalho.

Perguntas frequentes sobre modelo de PGRSS

Posso usar um modelo de PGRSS pronto (Word ou PDF)?

Você pode usar como referência, mas não como solução final. Modelos prontos precisam ser adaptados à realidade do estabelecimento. Além disso, muitas prefeituras possuem termo de referência próprio e devem ser, obrigatoriamente, utilizados. Na prática, copiar e usar direto é um dos principais motivos de reprovação em fiscalização.

Existe modelo de PGRSS específico para clínica odontológica?

Sim. Clínicas odontológicas possuem características próprias, principalmente na geração de resíduos perfurocortantes e biológicos. Por isso, o PGRSS deve considerar os procedimentos realizados no consultório e não pode ser genérico.

Modelo de PGRSS para clínica veterinária é diferente?

Sim. No caso de clínicas veterinárias, existem particularidades como resíduos biológicos específicos e até materiais de origem animal, o que exige um plano mais detalhado e adaptado à realidade do local.

Farmácia ou drogaria precisa de PGRSS?

Sim. Drogarias e farmácias também precisam de PGRSS, principalmente por conta do descarte de medicamentos vencidos e resíduos químicos. O plano deve considerar essas especificidades.

O PGRSS precisa de responsável técnico?

Sim, na maioria dos casos. O plano deve ser elaborado por profissional habilitado, pois envolve exigências técnicas e legais que precisam estar corretas para aprovação.

Posso fazer meu próprio PGRSS usando um modelo?

Até pode, mas não é o mais indicado, principalmente se a prefeitura tiver um termo de referência próprio. Sem conhecimento técnico, é comum cometer erros de classificação, estrutura ou legislação — e isso costuma gerar retrabalho ou problemas na fiscalização.

Quanto tempo leva para fazer um PGRSS?

O tempo para elaborar um PGRSS pode variar conforme o tipo e a complexidade do estabelecimento. Em geral, o processo leva de 2 a 7 dias úteis para clínicas e consultórios, enquanto empresas com operações mais complexas podem demandar um prazo maior.

Precisa de ajuda com o seu PGRSS?

Se você está tentando montar um PGRSS usando modelos prontos e ainda tem dúvidas, isso é mais comum do que parece.

Podemos estruturar o plano completo para o seu estabelecimento, já alinhado com a legislação e pronto para aprovação.

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